Sumários
Aula #13 [online]: Da pedagogia científica à Educação Nova: governo de si, individualização e normalização
16 Janeiro 2026, 14:00 • Tomás Azevedo de Vallêra
Recapitulação das políticas educativas do Estado Novo, destacando as três fases do regime (reação à escola republicana, doutrinação ideológica e ajustamento económico), bem como o crescimento quantitativo da escolarização primária e secundária aliado a estratégias restritivas de acesso ao ensino liceal.
Bloco III:
A emergência das Ciências da Educação em finais do século XIX, analisando o aparecimento da pedagogia como ciência (“momento Compayré”) e a sua afirmação como saber laico, moral e científico orientado para o governo interior dos indivíduos.
Caracterização do “momento da pedagogia experimental”, nas primeiras décadas do século XX, sublinhando o papel dos especialistas psi, da psicometria e dos testes de aptidões na individualização, classificação e normalização das crianças no interior do espaço escolar.
Análise do Movimento da Educação Nova como projeto ambivalente, evidenciando, por um lado, a crítica à escola tradicional e, por outro, a consolidação do modelo escolar moderno, através da centralidade do aluno, dos métodos ativos e do princípio de autogoverno (self-government).
Identificação dos princípios estruturantes da Educação Nova, incluindo a cientifização do discurso pedagógico, a formação integral, o ensino intuitivo e experiencial, os métodos ativos, a educação segundo a natureza e o self-government como tecnologia de formação moral.
Aula #12 [online]: A I República e o Estado Novo: mutações ideológicas, continuidade e reforço do modelo escolar
9 Janeiro 2026, 14:00 • Tomás Azevedo de Vallêra
Síntese final da construção do modelo escolar moderno, retomando a Reforma de Jaime Moniz (1894–1895) como momento fundador das principais tecnologias escolares (manual único, horário, práticas pedagógicas centradas no aluno, disciplina e exames) que estruturam a escola do século XX.
Introdução ao Movimento da Educação Nova na viragem para o século XX, destacando a emergência da educação como ciência psicopedagógica, a centralidade do aluno e o uso do liceu como laboratório experimental de observação, classificação e governo das condutas escolares.
Análise do ensino na I República (1911-1925) como projeto de rutura no plano retórico e de continuidade no âmbito estrutural, sublinhando a centralidade do combate ao analfabetismo, a valorização real e simbólica do professor primário, assim como os limites efetivos da escolaridade obrigatória e da democratização do ensino.
Caracterização das políticas educativas do Estado Novo (1933-1974) em três fases, evidenciando a passagem da reação antirrepublicana à doutrinação ideológica e, posteriormente, ao ajustamento técnico-económico do sistema educativo, mantendo-se sempre o controlo autoritário do Estado.
Conclusão crítica sobre a permanência e plasticidade do modelo escolar, mostrando como regimes políticos distintos (liberal, republicano, autoritário) partilharam e consolidaram a mesma maquinaria escolar de normalização, justapondo-lhe fins ideológicos distintos, mas sem nunca questionar a forma escolar ou as premissas que estão na base da sua relação pedagógica.
Aula #11: Apresentações dos trabalhos de grupo
19 Dezembro 2025, 14:00 • Tomás Azevedo de Vallêra
Apresentações dos trabalhos de grupo.
O processo de escolarização em Portugal (séculos XVIII-XXI).
16 Dezembro 2025, 14:00 • Clara Isabel Calheiros da Silva de Melo Serrano
O processo de escolarização em Portugal (séculos
XVIII-XXI):
- Estado Novo e a Escola como instrumento ideológico (1926-1974);
- Democracia, Massificação e Europa (1974-1990s).
Aula #10: A Reforma de Jaime Moniz: uma história do presente
12 Dezembro 2025, 14:00 • Tomás Azevedo de Vallêra
Convidado especial: Prof. Jorge Ramos do Ó.